terça-feira, 29 de março de 2011

Apreensão de medicamentos falsificados aumenta 500% entre 2009 e 2010



As operações das polícias Federal e Rodoviária Federal realizadas nos últimos meses mostram duas realidades por trás do comércio clandestino no país: o aumento do contrabando de remédios e da imigração ilegal. O último balanço feito pelo Conselho Nacional de Combate à Pirataria, ligado ao Ministério da Justiça, revelou um crescimento nas apreensões, em especial de medicamentos, com incremento de 500% entre 2009 e o ano passado. Parte do contrabando de produtos piratas está relacionada com a presença de pessoas que entram ilegalmente no país — apenas em uma operação conjunta das duas corporações na última semana, em São Paulo, 120 estrangeiros foram encontrados com documentação irregular. Outros 52 estavam no Brasil em situação clandestina.
Em 2009, foram apreendidas 3,2 milhões de unidades de medicamentos, quase todos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No ano passado, os números chegaram a 18 milhões. As apreensões cresceram após um acordo de cooperação entre os órgãos de segurança e as autoridades sanitárias, que agora fazem operações conjuntas. Antes, o volume era consideravelmente menor. Há cinco anos, foram apreendidas 119,5 mil unidades, passando para 310,3 mil, em 2007, e 496,6 mil, em 2008. Nos últimos sete anos, foram tirados de circulação mais de 22,4 milhões de remédios piratas, sem garantia de eficácia ou de originalidade.
Os dados do Ministério da Justiça revelam que os medicamentos lideram o ranking de produtos contrabandeados no ano passado, ultrapassando inclusive cigarros, CDs e DVDs. A Polícia Federal também traçou a rota do contrabando e verificou que a maior parte do que chega ao Brasil de forma clandestina vem do Paraguai. O estado líder em apreensões é São Paulo, seguido por Paraná e Santa Catarina, mas o destino final das mercadorias se espalha por todo o país. No Norte, o contrabando de remédios é feito via Bolívia.
Durante esta semana, em operações conjuntas realizadas no interior de Maranhão e Bahia, a Anvisa e a Polícia Rodoviária Federal apreenderam quase 50 mil unidades de medicamentos irregulares. Segundo o Conselho Nacional de Combate à Pirataria, anabolizantes, abortivos, remédios para o controle de peso e a disfusão erétil são os mais contrabandeados para o Brasil.
25 de Março
Em uma megaoperação realizada em São Paulo, envolvendo 400 policiais federais, civis e militares no Shopping 25 de Março, em São Paulo, foi constatado que boa parte da pirataria encontrada pertencia a comerciantes chineses, que entram no país de forma irregular, principalmente pela fronteira com o Paraguai, via Foz do Iguaçu. A região onde foi realizada a operação é conhecida por concentrar grande parte das mercadorias estrangeiras que entram no Brasil por meio de contrabando.
Apenas nessa ação, foram identificados 47 chineses, quatro peruanos e um paraguaio em situação clandestina e 120 estrangeiros com documentação irregular. Todos comercializavam produtos piratas. Segundo o Ministério da Justiça, os clandestinos foram deportados, enquanto os demais acabaram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. A Polícia Civil paulista abriu um inquérito para apurar a situação de outras 600 pessoas — entre proprietários de lojas, funcionários, seguranças e compradores — que estavam no shopping durante a operação.
Medicamentos na liderança
O balanço da pirataria mostra os remédios no topo das apreensões, algo que não acontecia há mais de três anos. Confira a evolução dos produtos recolhidos em 2010:
Produtos - Quantidade (em unidade)
Medicamentos - 17,9 milhões
CD/VHS/DVD - 5,3 milhões
Cigarros - 3,1 milhões
Eletrônicos - 336 mil
Bebidas - 100 mil

Clandestinidade

A megaoperação feita no último dia 17 pelas forças de segurança federais e estaduais em São Paulo revela um panorama sobre a imigração ilegal no país. Os números são os seguintes:
Pessoas investigadas - 600
Estrangeiros investigados - 300
Estrangeiros irregulares - 120
Imigrantes ilegais - 52


Fonte: CNCP/ MJ

Compêndio de bulas de medicamentos poderá ser obrigatório nas farmácias





O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) apresentou, na Assembléia Legislativa de São Paulo, o projeto de lei nº 175/2011, que obriga as farmácias e drogarias paulistas a colocarem à disposição dos clientes o compêndio de bulas de medicamentos para consulta gratuita.




Pela proposta, será considerado compêndio a publicação anual do conjunto de bulas de medicamentos comercializados no Brasil e editado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O compêndio deverá conter as respectivas bulas do paciente e para o profissional de saúde. “O compêndio de bulas de medicamentos deverá ser atualizado pelos estabelecimentos sempre que ocorrer o lançamento de novos remédios regularmente aprovados para comercialização pela Anvisa”, explica o deputado Pedro Tobias, que também é médico.
O parlamentar argumenta que sua proposta visa beneficiar milhares de usuários que recebem medicamentos gratuitos da rede pública de saúde entregues em cartelas, e não nas caixas e, portanto desacompanhadas de bula. “Consultar a bula é um direito do paciente, pois as informações são valiosas e constituem parte do tratamento”, ressalta Pedro Tobias.
Na avaliação do deputado, grande parte dos usuários é formada por pessoas idosas, que podem ter dúvidas em relação a doses e interações com outros medicamentos. “Nem sempre é fácil a comunicação com o médico responsável e a consulta ao compêndio pode sanar as questões mais simples. Além disso, muitas pessoas não têm acesso à Internet e, portanto, a consulta de bulas por esse meio digital ainda não está disponível para toda a população”, salienta.
Pedro Tobias destaca que o compêndio de bulas de medicamentos deverá ser afixado em local visível e de fácil acesso para os consumidores. “A idéia apresentada no projeto é de execução simples e certamente não vai onerar as farmácias e drogarias. Acima de tudo, é uma prestação de serviço”, frisa o deputado.


Fonte: Assessoria de Imprensa

Farmácia Popular tem fraudes de R$ 4,1 mil

Rombo pode ser maior, segundo investigação do Ministério da Saúde


As fraudes no programa “Aqui têm Farmácia Popular”, do Ministério da Saúde, já causaram um rombo de pelo menos R$ 4,19 milhões aos cofres públicos do país, segundo dados do Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS).
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, a irregularidade consiste no uso de CPF e registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) de pacientes e médicos que, supostamente, nunca retiraram ou receitaram os medicamentos comercializados pelas farmácias fraudadoras.
Em alguns casos, até pessoas mortas são envolvidas.
Somente em Franca, quatro farmácias foram descredenciadas neste ano por fraudes no programa. Juntas, segundo o ministério, elas causaram um prejuízo de R$ 2,42 milhões. Na cidade, o Ministério Público Federal investiga 11 drogarias.
Já no país, de acordo com o Denasus, 393 farmácias foram auditadas de abril de 2009 a dezembro de 2010. Dessas, 259 foram descredenciadas. Os Estados que mais concentram irregularidades são Minas Gerais (235), São Paulo (86) e Paraná (20).

Fonte: Guia da Farmácia

quarta-feira, 23 de março de 2011

EMS vai abrir fábrica de medicamentos genéricos na Zona Franca

Unidade ligada ao Ministério da Saúde utilizará produto desenvolvido que aumenta a sobrevida dos pacientes
A indústria farmacêutica EMS vai abrir uma fábrica de remédios genéricos na Zona Franca de Manaus. O empreendimento será iniciado ainda em 2011 e vai gerar 2 mil empregos quando estiver em plena operação.
A empresa, que negocia há pelo menos dois meses com o governo do Amazonas, vai investir inicialmente mais de R$ 20 milhões no empreendimento e receberá em troca "significativa" desoneração do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços.
A EMS informou ainda que o projeto da fábrica de Manaus produzirá comprimidos e cápsulas e envolverá ao todo R$ 180 milhões, empregando 300 funcionários diretamente em suas operações.
A empresa tem planos de iniciar a construção de mais duas fábricas no Brasil ainda neste ano: Brasília (DF) e Jaguariúna (SP). Na capital brasileira, serão investidos R$ 150 milhões para a produção de antibióticos e hormônios, enquanto para o interior de São Paulo serão desembolsados R$ 30 milhões para a produção de suplementos alimentares. Ambas unidades gerarão juntas 450 empregos diretos.
 
Fonte: Pacientes Online

Germed Pharma é a primeira empresa a lançar o genérico do Crestor (Astrazeneca)


A Germed Pharma começa a comercializar o genérico do CRESTOR (Rosuvastatina Cálcica da AstraZeneca) com autorização da ANVISA. A população encontrará o medicamento disponível já nesta semana (14/03/2011) em grandes drogarias do Brasil como a DROGASIL de São Paulo.
A Germed Pharma se empenhou bastante para ser a primeira empresa a lançar este medicamento, com isso proporcionará para a população brasileira uma redução de 35% nos preços podendo beneficiar mais pacientes que hoje ainda não conseguem comprar um medicamento de última geração como a rosuvastatina.
A Rosuvastatina é um medicamento do grupo das estatinas utilizada no tratamento da hipercolesterolemia (colesterol alto) e condições relacionadas e na prevenção das doenças cardiovasculares. Assim como outras estatinas, a rosuvastatina atua como inibidor competitivo da HMG-CoA redutase reduzindo a produção endógena do colesterol.
Além da Rosuvastatina pertence a este grupo moléculas como atorvastatina e sinvastatina.
No ano de 2010 foram comercializadas nas farmácias do Brasil 2.751.631 milhões de embalagens chegando a um faturamento de R$ 242.681.789 segundo dados do IMS HEALTH.
Concorrente contesta decisão da ANVISA favorável à Germed
A empresa GERMED PHARMA obteve o registro sanitário da ANVISA para comercialização de seu medicamento genérico rosuvastatina cálcica, medicamento indicado para a redução dos altos níveis de substâncias gordurosas no sangue chamados lipídeos (principalmente colesterol e triglicérides).
 A rosuvastatina da empresa GERMED PHARMA é um genérico do medicamento Crestor, de propriedade da empresa Astrazeneca”. Na qualidade de genérico, a rosuvastatina da GERMED PHARMA é um produto farmacêutico intercambiável com o Crestor, ou seja, é equivalente farmacêutico.
Segundo José Carlos Buechem, responsável pelo Departamento Jurídico da Germed Pharma, “ser equivalente farmacêutico não significa, necessariamente, que é equivalente patentário (situações, conceitos e espécies totalmente diferentes)”. E é o que ocorre neste caso, a rosuvastatina da GERMED PHARMA não é equivalente patentária à Patente de propriedade da empresa Astrazeneca AB.
“Isto significa dizer que a empresa GERMED PHARMA, quando desenvolveu seu produto, levou em conta toda e qualquer patente existente referente ao Crestor, bem como, todos os possíveis direitos de terceiros, uma vez que a GERMED PHARMA é uma empresa ética e respeita as normas de propriedade intelectual”, explica Buechem.
Importante assinalar que o princípio ativo rosuvastatina cálcica está em domínio público, sendo que a patente existente do medicamento Crestor, de propriedade da Astrazeneca, é uma patente de impertinente e a GERMED PHARMA não a infringe, fato já constatado por renomados professores experts de Universidades conceituadas.
A empresa Astrazeneca tentou barrar a entrada de um outro genérico do Crestor, de propriedade da empresa Torrent do Brasil, mas não conseguiu no Poder Judiciário provar a infração patentária, sendo determinado judicialmente que a empresa Torrent poderia manter seu genérico no mercado.
Agora, a Astrazeneca tenta uma tese jurídica que contraria a legislação vigente em nosso País, a Política Nacional de Medicamento Genérico e a Política Nacional de Desenvolvimento Industrial.
A Astrazeneca ajuizou uma ação perante a Justiça Federal do Distrito Federal cujo pedido é a determinação de que a ANVISA se abstenha de conceder registros sanitários para medicamentos genéricos ou similares ao Crestor, à base de rosuvastatina cálcica até a expiração da patente PI 0003364-2 (04/08/2020), sob o argumento de que a ANVISA, em tese, “autoriza, indevidamente, a produção e comercialização do medicamento genérico rosuvastarina cálcica, em afronta ao direito de propriedade industrial”.
O Juiz Federal que preside o processo judicial determinou que a ANVISA se manifestasse em 72 (setenta e duas) horas sobre o pedido da Astrazeneca e a ANVISA, neste tempo, respondeu de forma clara e precisa que: não existe qualquer vinculação entre o registro de medicamento junto à ANVISA e a expiração de proteção patentária; que a finalidade institucional da ANVISA é promover a proteção à saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produção e comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária (artigo 6º da Lei 9.782/99); que a Lei 6.360/76 (que dispõe sobre a Vigilância Sanitária a que ficam sujeitos os Medicamentos) não traz qualquer vinculação entre a obtenção do registro e a expiração da patente;
Ainda, a ANVISA deixou bastante claro que é possível um terceiro não autorizado obter o registro  sanitário para produtos que ainda estão sob a proteção patentária, para iniciar sua exploração comercial imediatamente após a expiração da patente.
Concluí-se, portanto, que caso a pessoa proprietária do monopólio patentário entenda que há infração deve buscar os meios legais para impedir a comercialização, e não impedir que a ANVISA conceda o registro dos medicamentos.
Por fim, a ANVISA esclareceu que a possibilidade de registro é justificada por uma série de razões econômicas, de política industrial e, principalmente, de saúde pública; que a prévia autorização para comercialização dos medicamentos EVITA UM ATRASO indevido no lançamento de medicamentos genéricos alternativos ao medicamento do titular da patente.
A Astrazeneca deixou intencionalmente de informar o juiz do processo o texto do inciso VII do artigo 43 da Lei de Propriedade Industrial que dispõe que não se aplica o direito do titular da patente de explorar a patente no seguinte caso: “aos atos praticados por terceiros não autorizados, relacionados à invenção protegida por patente, destinados exclusivamente à produção de informações, dados e resultados de testes, visando a obtenção do registro de comercialização, no Brasil ou em outro país...”.
Diante destes fatos, no dia 04 de março de 2011, o Juiz Federal Dr. Ênio Laércio Chappuis, da 22ª Vara Federal do Distrito Federal, “por cautela”, concedeu à Astrazeneca parte do pedido de antecipação de tutela, determinando a suspensão do registro sanitário da empresa GERMED PHARMA, determinando que a GERMED PHARMA seja integrada ao processo e, após sua manifestação, o processo volte para reapreciação da suspensão do registro.
Durante esta semana do carnaval, a empresa Astrazeneca vem distribuindo cópia desta decisão do juiz a todos os clientes (distribuidores e drogarias) que adquiriram ou estavam em vias de adquirir o medicamento genérico rosuvastatina cálcica da empresa GERMED PHARMA, causando medo e tumulto no mercado pois, mesmo sabendo que o registro sanitário somente se suspende com a publicação no Diário Oficial da ANVISA, optou a Astrazeneca por divulgar esta decisão com a intenção inequívoca de dificultar a comercialização do produto da empresa GERMED PHARMA.
A empresa GERMED PHARMA e a Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Genéricos – PróGenéricos já estão preparando a manifestação sobre a decisão do juiz, assim como todos os recursos cabíveis a este caso pois o pedido da empresa Astrazeneca não encontra respaldo na legislação Brasileira, causa uma clara dificuldade/barreira à entrada de concorrentes do mercado com produtos, pelo menos, 35% (trinta e cinco por cento) mais barato que o medicamento referência, além deste medicamento fazer parte da lista de produtos estratégicos do Ministério da Saúde.
Por fim, esta prática da Astrazenca: é uma tentativa de barrar a livre concorrência com uma tentativa de inovação jurídica do sistema patentário e sanitário brasileiro, para manter o monopólio de seu produto; tenta criar uma “super patente”, extrapolando os limites da proteção/monopólio legal; tenta acabar com a política nacional de medicamento genérico tentando discutir causas de possível infração de patente na Justiça Federal logo após não conseguir convencer a Justiça Estadual.
A empresa Astrazeneca tem por hábito criar dificuldades à entrada de concorrentes, sendo, inclusive, condenada pela União Européia no caso envolvendo o produto esomeprazol, bem como já foi condenada por ter abusado de procedimentos administrativos com a finalidade de atrasar a chegada do genérico de seu medicamento Losec.
Germed Pharma
Criada em 2002, a Germed Pharma está comprometida com o relacionamento com os médicos e pontos de venda, focando na qualidade dos produtos genéricos e de prescrição, e mantendo uma equipe interna motivada, com total suporte e apoio da gerência da empresa.
A Germed tem foco em três especialidades médicas, oftalmologia, dermatologia e endocrinologia no mercado de prescrição médica com um total de 13 moléculas em 27 produtos. Para o mercado de genéricos o portfólio da companhia é formado por 151 moléculas em 289 produtos.
Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento são estipulados em 6% do faturamento, o que gera uma média de três produtos lançados por mês.
A empresa obteve faturamento de R$ 393,9 milhões em 2010 conseguindo uma evolução de 105% sobre 2009 enquanto que o mercado farmacêutico total evoluiu 20% no mesmo período. (dados IMS Health).
Acreditamos que a vida não é uma ciência exata, e que estamos aprendendo o tempo todo. Evitamos o lugar comum e não seguimos velhos clichês. Germed Pharma um laboratório incomum que vai ALÉM DAS FÓRMULAS.
 
Fonte: Pacientes Online

Eurofarma Segmenta – Operando como Líder


Geraldo Magela Mol, VP da Eurofarma Segmenta

A fabricante brasileira de medicamentos genéricos Eurofarma fechou no ano pasado a compra da Segmenta, maior fabricante de soros hospitalares do Brasil. Terceira maior empresa do setor de genéricos, a Eurofarma ainda não estava presente na indústria de soros - que movimenta cerca de 1 bilhão de reais por ano no país.
Pertencente aos antigos donos do laboratório Biosintética (vendido ao Aché em 2005, por 600 milhões de reais), a Segmenta foi criada há pouco mais de dois anos, com investimentos próximos de 80 milhões de reais. Nesse tempo, conseguiu atingir a liderança de mercado no Brasil e faturar 140 milhões de reais em 2009. Em 2010, a empresa deve superar os 200 milhões de reais em vendas. Ela fabrica, além de soro hospitalar, produtos de limpeza pesada para hospitais e outros insumos laboratoriais.
Antes da Segmenta, a Eurofarma esperava crescer 14% em 2011. Agora, a taxa deve ultrapassar 20%. Uma nova empresa, a Eurofarma Segmenta, foi criada para juntar a área de medicamentos injetáveis de uso hospitalar da Eurofarma e a operação da Segmenta, que envolve, além de soros e dispositivos para sua aplicação, produtos para limpeza de hospitais e de higiene e assepsia para os médios e enfermeiros.


Fonte: Abrasp

"Essa será a primeira empresa brasileira a atuar só na área hospitalar. Com o crescimento dos planos de saúde e a profissionalização e consolidação dos hospitais, esse setor é onde estão as maiores taxas de crescimento do mercado farmacêutico", diz Geraldo Mol, que já era diretor executivo da Segmenta e agora é vice-presidente da Eurofarma-Segmenta. A nova empresa deve faturar R$ 500 milhões em 2011.
Em entrevista ao site PACIENTES ONLINE, Geraldo Mol, fala de perspectivas, mercado e atuação no País da nova empresa.

PACIENTES ONLINE – Como  você analisa esse novo “mercado”.  O que isso representa dentro da Eurofarma e qual a perspectiva de crescimento?Geraldo Magela Mol – Hoje existe uma estruturação em cima deste mercado. Palnos de saúde comprando hospitais, estrangeiras comprando industrias e laboratórios nacionais e, ainda uma profissionalização dos negócios voltados para a industria hospitalar. A Eurofarma para entrar em um novo segmento da saúde optou por focar em um mercado promissor e em um produto essencial para o hospital, o soro. Se fossemos levar para um outro lado, este seria o arroz com feijão do hospital. Essa aquisição foi para complementar o portifolio da companhia. Estamos operando desde dezembro de 2010. Dentro da Eurofarma, foi criada uma empresa para trabalhar dentro de um segmento hospitalar, ou seja, passou a representar uma boa fatia dentro da empresa, saltou de 13% passa para 30% com a aquisição da Segmenta. Hoje atuamos num mercado que anteriormente era visto como marginal por diversas razões. Para este ano, esperamos faturar por volta de R$ 500 milhões, que chega a 20% de crescimento em cima de 2010.

POL – A política será agressiva, como para os medicamentos?GMM – Sim. Nossa agressividade é feita com marketing, não temos o conceito de low cos - baixo preço, mas apostamos nas estratégias de marketing com preços competitivos. Isso vira um portfólio conjunto. Agora, a Eurofarma-Segmenta detem uma fatia muito maior do mercado de medicamentos e soluções hospitalares, além de soro hospitalar, produtos de limpeza pesada para hospitais e outros insumos laboratoriais.

POL – Como medir a qualidade dos produtos?GMM –  A segmenta era a sétima empresa em 2008 no ranking de produção e vendas. A líder na época era a Baxter. Hoje ocupamos a liderança e a Baxter caiu para quinto. Comparando com outros mercados, não é possível existir uma competitividade sem escala. Neste mercado não é diferente. Uma fabrica com produção menor que 5 milhões de unidades /mês se torna deficitária, por não ter uma faturamento que possibilite receita para investir em equipamentos, melhorias e qualidade. As pequenas que ainda atuam no mercado não têm um futuro muito promissor, ou elas vão para a produção em grande escala ou continuarão com a fabricação de soro para manter a venda de outros produtos. Hoje, o Brasil comporta no máximo seis empresas.

POL – Quanto a Eurofarma-Segmenta ainda pode crescer?GMM – A capacidade nominal é de 16 milhões de unidades/mês. Porem isso é uma utopia. Atualmente não é possível produzir este montante, mas nossa produção chega a 11 milhões de unidades por mês. Temos a possibilidade de chegar a 12 milhões. Porem existe um projeto de ampliação para o espaço da sexta linha.  Oferecemos bolsas e frascos do sistema fechado. Hoje isso é exclusividade da Segmenta.
 
Fonte: Pacientes Online

Pfizer Consumer HealthCare investe em nova campanha para Advil



A partir de março a Pfizer Consumer Healthcare volta ao mercado publicitário com novo filme do analgésico Advil “Mergulho”. Assinado pela WMcCann, será veiculado em TV paga e nas principais TVs abertas e tem como proposta mostrar o dia-a-dia atarefado da mulher moderna que precisa de tempo para realizar suas atividades e quer se livrar da dor rapidamente – até nos momentos de lazer. Com o mote “Porque quem tem dor, tem pressa”, o comercial tem foco nos 15 minutos de ação do analgésico.
Para as novas praças em que o medicamento estará presente a partir deste ano, outro filme de 30’’ intitulado “Testemunhal” vem com o objetivo de aproximar o novo consumidor à rapidez do produto. O medicamento é utilizado pela protagonista para o alívio imediato das dores mais comuns da rotina, tais como dores de cabeça, nas costas e musculares.
A WMcCann também cuidou de toda a campanha impressa que estará nas principais publicações semanais e femininas de todo o país. Como estratégia, a companhia está apostando em uma campanha com duração de onze meses, que permitirá que a marca esteja presente para os consumidores destacando seu diferencial de rapidez, tecnologia e modernidade.
As estratégias de ações no PDV foram segmentadas em três áreas de atuação de acordo com a importância do mercado de analgésicos e o nível sócio econômico de cada região. Entre os materiais de merchandising estão os displays fechados e materiais exclusivos para o ponto natural respeitando as normas da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Para Advil, estar presente na internet é fundamental, já que o público-alvo do produto tem grande penetração na internet: 79% têm acesso à rede e, entre estes internautas, 62% acessam todos os dias e 90% de suas casas”, explica Sydney Rebello, diretor de Marketing da unidade de Consumo da Pfizer. “A expectativa de investimento em campanha online para este ano é de 1 milhão de reais”, completa Rebello.
Dividida em duas partes, a campanha possui um foco na rapidez do analgésico, único em cápsulas líquidas no país, e outro no teste do site. Para isso, conta com veiculação nos portais da internet - UOL, Globo.com, Terra e MSN -, nas redes sociais - Facebook e Orkut - e através de links patrocinados no Google. A seleção de veículos e canais foi feita com base na audiência e na afinidade com o público-alvo da marca.


Fonte: Pfizer